ACVM - Nossa História

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NOSSA HISTÓRIA

          Nascido em 10 de agosto de 1938, na pequena cidade de São José do Egito, José Batista Sobrinho, é o primogênito de Maria do Carmo do Espírito Santo e Pedro Batista de Oliveira. 

          Com uma infância difícil, tendo sete irmãs e dois irmãos, Sobrinho veio para o Rio de Janeiro em maio de 1959. Viajou 7 dias de Recife ao Rio. Às 11h do dia 27/05/1959, chegava na Cidade Maravilhosa mais um caminhão, carregado de retirantes nordestinos. Era nesses caminhões que muitas histórias de tristeza e decepção, mas também de sonho e esperança de um povo sofrido, se juntavam.  E entre tantas histórias e pessoas, havia um jovem de 21 anos com uma bagagem repleta de desejos. Sua motivação era a busca de

melhores condições de vida e da possibilidade de prover sua numerosa família (pais e irmãos), que tinha ficado em Pernambuco, ainda às voltas com uma seca que já durava anos. Passando por muitas dificuldades, trabalhou pesado em funções bem humildes.

         Seu primeiro emprego foi em uma loja de material de construção até que, em 1961, conseguiu empregar-se na VARIG. Daí para frente, sua vida profissional e pessoal mudou; foi ascendendo a funções cada vez mais importantes dentro da empresa e teve também a oportunidade de voltar a estudar, pois em sua terra natal, tinha apenas concluído o que hoje chamamos Ensino Fundamental.

         Após trabalhar por 34 anos, aposentou-se por tempo de serviço em 1994. Na época, era uma das pessoas mais respeitadas e queridas em seu meio profissional.

          Alguns fatos marcam a vida do Sobrinho. Ao longo desse tempo, conseguiu com muito esforço terminar seus estudos e realizar a sua maior alegria: trazer toda a sua família para o Rio de Janeiro e dar-lhes também condições dignas de vida. Essa seria apenas mais uma história de sucesso, em que uma pessoa realmente determinada parte quase do zero e alcança muitos de seus objetivos. Mas algo o diferenciava de muitos outros que, antes ou

depois dele, vieram ao Rio de Janeiro tentar a vida e que foram, ou não, bem sucedidos. Esse diferencial é a sua fé em Deus! Fé esta que ele sabia que deveria expressar em palavras e principalmente em obras. E foi assim que ele, como Congregado Mariano desde os tempos em sua cidade natal, tratou de unir sua experiência de fé à sua vida cotidiana. E assim, acabou por tornar-se catequista de Primeira Eucaristia, no bairro de Rocha Miranda.

          Já membro da Congregação Mariana, no carnaval de 1961, José Batista Sobrinho fez um retiro inaciano, orientado pelo Pe. Paulo de Souza, SJ, no Colégio dos Irmãos Maristas. Foi através dos Exercícios Espirituais de Santo Inácio, que Sobrinho fez a experiência de sentir-se um filho muito amado por Deus, reconhecendo o seu chamado pelo Ressuscitado, onde encontrou o sentido da sua vida em servir os “menores” do Reino.

          Sendo essa uma profunda experiência em sua vida, Sobrinho ouviu o chamado de Jesus, experimentou o céu e em seu coração sentiu um profundo desejo de trabalhar com a juventude, na construção do Reino. Desejou ardentemente ser padre, passou por três congregações religiosas, mas em todas a mesma desculpa, sendo arrimo de família, não poderia participar de uma ordem religiosa, o que lhe causou uma profunda tristeza. Mas através dos Exercícios Espirituais e a direção espiritual de um Sacerdote, teve sua vida reorientada à vocação missionária dando seguimento aos seus passos na caminhada da Igreja.

         Sua vida apostólica parecia já estar definida, mas o Senhor queria ainda mais dele. E foi assim que, em 1967, ele recebeu o convite para participar da idealização e fundação do Departamento de Juventude da Federação das Congregações Marianas do Rio de Janeiro. E isso mudaria tudo ao seu redor.

         Depois de muita reflexão e discernimento, o convite foi aceito. Ao longo dos três anos seguintes, 

muita coisa aconteceu; visitas a paróquias, retiros e cursos de formação. Até que em novembro de 1970, aconteceu o primeiro Encontro de Jovens, embrião do qu seria o Departamento de Juventude da Federação Mariana. E daí por diante, as atividades foram se Sucedendo: mais Encontros, mais Retiros e mais Cursos de Formação (na fé e na doutrina católica), sempre apoiados e orientados por padres e religiosos da Companhia de Jesus.

         Entre os anos setenta e oitenta, José Batista Sobrinho coordenou o Departamento de Juventude, que recebeu o nome de JAM (Juventude de Ação Mariana) e durante 18 anos, os encontros se realizaram na Casa do Congregado Mariano, em Água Santa. Em 1988, porém, devido a uma série de fatores e após um longo período de oração e discernimento, José Batista Sobrinho e um grande número de integrantes do JAM deixou a Federação Mariana e deu origem a uma nova instituição: a ACVM (ASSOCIAÇÃO DE COMUNIDADES DE VIDA MARIANA). Mesmo que hoje veja como graça de Deus, a saída da casa de retiros em água santa causou em Sobrinho sua maior tristeza. Mas essa tristeza também foi superada a medida que se aprofundava nos ensinamentos jesuítas e na espiritualidade inaciana: Para os dias futuros, devolver com gratidão os dons concedidos por Deus!

         Foi um começo difícil na ACVM, mas, aos poucos, as coisas foram se acomodando. E os Encontros, Cursos, Encontrões e retiros foram acontecendo. O Movimento esteve, desde o início, ligado à CVX (Comunidades de Vida Cristã) e, como sempre aconteceu ao longo de sua história, contou com total apoio da Companhia de Jesus, através de seus sacerdotes.

        Mas, em 1996, iniciou-se quase despretenciosamente, uma experiência que marcaria definitivamente a vida de José Batista Sobrinho e os rumos da ACVM. Uma vez por semana (às quartas-feiras) começou a ser servido um prato de sopa a pessoas em situação de rua, da Rua Bela e arredores. Aos poucos, a comida passou a ser apenas o pretexto para que pudesse se conhecer mais e melhor aqueles que precisavam dessa refeição. E foi assim que surgiu a possibilidade de tentar oferecer ainda mais a eles (roupas, preparação profissional, um trabalho, etc...) enfim, o 

que estivesse ao alcance da ACVM. Mas, aos poucos, percebeu-se que só isso não bastava, pois um mal devastador passou a atingir mais e mais a população em situação de rua; o uso de drogas. E foi assim que, percebendo esse terrível flagelo e inspirado em algumas propostas já existentes, José Batista Sobrinho decidiu dedicar-se à criação de uma casa de acolhida e recuperação para dependentes químicos; a CASA DE IRMÃOS.

          Sempre acompanhada pelos Jesuítas em todas as suas atividades, inclusive as sociais, muitos foram os padres que incentivaram e orientaram o movimento durante todos estes anos: Pe. Pancracio Dutra, Pe. Paulo Lisboa, Pe. José Marcos, Pe. Libânio, Pe. Donizetti, Pe. Maia, Pe. Alfredo Sampaio, Pe. Luiz Fernando Klein, Pe. Clóvis, Pe. Bruno Nobre, Pe. Armando Raffo, Pe. Ernesto Cavassa, Pe. Martinho Lenz, Pe. Paulinho Martins, Pe. Oscar Müller, Pe. Rondinelli e Pe. Werner.

 

De Sobrinho todos recebemos essa grande lição e esse grande legado:

'Um homem que não busca nada para si, que tenta fazer a vontade do Cristo, sonha com um mundo melhor e tem a certeza de que viver é Cristo e morrer é Cristo e que essas duas coisas são maravilhosas.'